Paulo Tarso Barros – O benzedor de espingarda digital

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Descrição

O autor

Ao Publicar meus livros de poesia costumo não escrever justificativas ou palavras que venham a complementar ou explicar o conteúdo dos poemas. Isso é tarefa dos críticos e analistas. Para mim, o texto poético, embora seja muito subjetivo e pessoal, se bem concebido e registrado, é suficiente para satisfazer a curiosidade do leitor, tocá-lo em seu espírito e suscitar as mais diversas percepções – e até mesmo a indiferença –, reação que nenhum autor deseja.
Porém, ao reeditar esta coletânea, abro uma exceção para comentar e comemorar, com entusiasmo, pois estes contos – a maior parte escritos depois de meados dos anos 70 até os anos 80 me acompanharam desde a terra natal até o Amapá. Duas ou três das histórias aqui reunidas também foram publicadas nas antologias de contos da UFPA no início dos anos 90, através de concursos literários, e em jornais de Macapá, mas o meu desejo maior era reunir em livro todo o conjunto. Porém, como sempre foi difícil publicar em nosso país, principalmente pela falta de recursos e acesso a editoras, o projeto foi sendo adiado por muitos anos e somente em 1998 eu pude realizar esse imenso desejo pela primeira vez!
No transcurso desse tempo alguns contos foram excluídos, para diminuir o custo ou porque eu não mais via sentido em torná-los público. Entretanto, para um escritor, livro inédito é um verdadeiro incômodo, um tormento. No meu caso, embora jamais deixasse de procurar quem o publicasse, houve momentos em que pensei seriamente em destruir os originais. No entanto, eis aqui, em 2ª edição, com as xilogravuras originais do artista plástico Airton Marinho, meu primo e vizinho em Vitória do Mearim, que conheceu quase todas as personagens que são apresentadas neste livro e que inspiraram as histórias – e por isso soube enriquecer o texto que amorosamente escrevi e reescrevi tantas vezes, saboreando cada momento de convivência com essas criaturas que, ao transmudarem-se para o meu universo literário, adquiriram a dimensão mágica dos seres imortais, que vão ressurgir a cada novo leitor.
É isso que me gratifica e recompensa por dar sobrevida a essas personagens, meus irmãos, da mesma terra, das mesmas águas, de um pedaço do Brasil pródigo em cultura e de belos falares – pois foi ouvindo esses caboclos de linguajar tão rico e melódico, durante os muitos anos de convivência, que comecei a idealizar esta obra para contar um pouquinho de suas histórias.
Não seria nenhum exagero de ficcionista afirmar que em O Benzedor de Espingarda está a parte doce e suave da minha vida, aquela infância e adolescência de sonhos, fantasias, brincadeiras e aprendizado de garoto ribeirinho – o sustentáculo do que é hoje o meu Existencial de Pássaro Migratório, já tão bem divulgado, liricamente, através dos poemas que o Poeta Universal generosamente colocou nas minhas mãos.

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